Bitcoin a última barreira contra ditaduras, segundo ativista de direitos humanos

A cryptomoeda é um meio de resistência contra regimes ditatoriais (Foto: Shutterstock)

O Bitcoin tem sido a salvação de pessoas que vivem sob regimes ditatoriais como Venezuela, conforme afirmou Alex Gladstein, diretor de estratégia da Human Rights Foundation, em um artigo publicado pela Time.

Gladstein explica que mais de 3 milhões de venezuelanos fugiram desde o ano de 2014, e mais de 5 mil cidadãos saem todos os dias, que segundo as Nações Unidas é comparado a escala da Síria, um País assolado pela guerra.

Estes cidadãos vivem em um regime autoritário, seu País, a Venezuela, vive uma crise jamais vista, com uma hiperinflação estratosférica, transformando pilhas de dinheiro em pedaços de papel sem valor. Quem consegue escapar, parte com quase nada, desesperados e vulneráveis.

Conforme Gladstein expõe, meios formais de envio e recebimento de dinheiro na Venezuela estão burocráticos, e as altas taxas inviabilizam seu uso, para receber por exemplo uma quantia do exterior a taxa é tão alta quanto 56% ao ser convertida para bolívares em um processo demorado que pode durar várias semanas, além de que é obrigado a passagem por bancos locais e é exigida a divulgação de informações a respeito de como o indivíduo conseguiu o dinheiro.

Para escapar do governo ladrão, venezuelanos começam a adotar a tecnologia blockchain como alternativa para proteger seu dinheiro. Muitos venezuelanos passaram a receber bitcoins de seus parentes em outros países. O governo não tem poder de censura, uma vez que a rede bitcoin é peer-to-peer e não usa nenhum orgão estatal ou de terceiros para ser encaminhado, além de garantir anonimato total nas transações.

É possível então que os cidadãos solicitem bitcoin as suas familias e minutos depois por uma pequena taxa receberem em suas wallets, sendo assim podem trocar os bitcoins por fiat através de uma troca local estilo Craiglist, ou carrega-lo para fora dos limites da Venezuela e realizar o processo de venda em outro País, podendo então voltar com o dinheiro em segurança.

Vemos a cryptomoeda que Satoshi Nakamoto criou em seu mais belo sentido, dar liberdade financeira as pessoas, mesmo em meio a regimes autoritários.

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